{"id":145,"date":"2016-05-30T16:18:00","date_gmt":"2016-05-30T19:18:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ppt.fiocruz.br\/fiochagas\/?p=145"},"modified":"2016-05-30T16:18:00","modified_gmt":"2016-05-30T19:18:00","slug":"xiii-encontro-anual-do-programa-de-pesquisa-translacional-de-doencas-de-chagas-fio-chagas-23-a-25-05-2016","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ppt.fiocruz.br\/fiochagas\/xiii-encontro-anual-do-programa-de-pesquisa-translacional-de-doencas-de-chagas-fio-chagas-23-a-25-05-2016\/","title":{"rendered":"XIII Encontro Anual do Programa de Pesquisa Translacional de Doen\u00e7as de Chagas \u2013 Fio-Chagas &#8211; 23 a 25\/05\/2016"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"yui_3_17_2_2_1633029552744_110\">O XIII Encontro Anual do Programa de Pesquisa Translacional de Doen\u00e7a de Chagas \u2013 Fio-Chagas (Pidc) aconteceu entre os dias 23 e 25 de maio de 2016, no audit\u00f3rio t\u00e9rreo da Escola Nacional de Sa\u00fade P\u00fablica (Ensp\/Fiocruz), em Manguinhos, no Rio de Janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"yui_3_17_2_2_1633029552744_117\">O evento contou com a participa\u00e7\u00e3o de pesquisadores da Fiocruz e de outras institui\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais, onde foram apresentadas as novas ferramentas para o manejo e cuidado de pacientes com doen\u00e7a de Chagas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"yui_3_17_2_2_1633029552744_119\">A proposta do encontro foi promover a discuss\u00e3o de pol\u00edticas de assist\u00eancia e qualidade de vida do paciente, buscando estreitar a intera\u00e7\u00e3o da comunidade cient\u00edfica com os portadores da doen\u00e7a. Tamb\u00e9m foram discutidos e divulgados os avan\u00e7os obtidos nas pesquisas realizadas e as propostas de novos projetos em cada rede tem\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"yui_3_17_2_2_1633029552744_123\">O Programa de Pesquisa Translacional em Doen\u00e7as de Chagas \u2013 Fio-Chagas (Pidc) tem o suporte da Vice-Presid\u00eancia de Pesquisa e Laborat\u00f3rios de Refer\u00eancia (VPPLR) e estimula a composi\u00e7\u00e3o de equipes inter-laboratoriais, inter-unidades e inter-institucionais. Sua proposta \u00e9 promover a articula\u00e7\u00e3o de grupos de pesquisa nas \u00e1reas biom\u00e9dica, cl\u00ednica, desenvolvimento tecnol\u00f3gico e sa\u00fade coletiva em torno de projetos que atendam a quest\u00f5es cr\u00edticas para o controle da doen\u00e7a de Chagas e a melhora da qualidade de vida dos pacientes. \u200b<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"yui_3_17_2_2_1633029552744_126\">A abertura do evento contou com as boas vindas do Vice-Presidente de Pesquisa e Laborat\u00f3rios de Refer\u00eancia da Fiocruz &#8211; &nbsp;Dr. Rodrigo Stabeli, afirmando \u201cquando se pensou na reformula\u00e7\u00e3o do programa, passando para um programa translacional, n\u00e3o fazia sentido se a gente n\u00e3o tivesse inser\u00e7\u00e3o desta comunidade no Sistema \u00danico de Sa\u00fade. Estas respostas est\u00e3o vindo bastante r\u00e1pidas do ponto de vista dos programas j\u00e1 instalados como o Fio-Chagas e Fio-Schisto. Tivemos na semana passada o evento da Rede Fio-C\u00e2ncer, onde esta Rede come\u00e7a a formular propostas na atual conjuntura nacional. N\u00e3o adianta querer fazer o programa mais bonito do mundo sem olhar a situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e econ\u00f4mica que estamos passando no pa\u00eds. Vamos brigar para ter a nossa sa\u00fade p\u00fablica como direito e dever do estado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"yui_3_17_2_2_1633029552744_129\">Dra. Marli Lima \u2013 Pesquisadora Titular do IOC \u2013 Fiocruz\/ Coordenadora do Programa Fio-Chagas colocou que o encontro seria bastante produtivo pelo fato do evento acontecer na Fiocruz, podendo agregar mais os estudantes da Institui\u00e7\u00e3o, ligados a doen\u00e7as de Chagas e outras \u00e1reas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dr. Gilberto Sperandio \u2013 Tecnologista em Sa\u00fade P\u00fablica do INI \u2013 Fiocruz\/ Coordenador do Fio-Chagas afirmou esperar que o encontro viabilizasse novas alternativas para facilitar a vida do paciente com Chagas, unindo esfor\u00e7os num momento t\u00e3o complicado que o pa\u00eds atravessa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dr. Rubem Barreto Pesquisador do IOC \u2013 Fiocruz\/Coordenador do Fio-Chagas apresentou os temas e a composi\u00e7\u00e3o de cada mesa da programa\u00e7\u00e3o do evento. Colocou que a ideia do programa, deste ano, estaria voltada para discuss\u00e3o, aliando as pol\u00edticas institucionais da Fiocruz com as pol\u00edticas junto ao SUS.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dr. Wim Degrave \u2013 Coordenador dos Programas de Pesquisa Translacionais da VPPLR \u2013 Fiocruz deu as boas vindas afirmando \u201cacho importante fazer uma reflex\u00e3o da doen\u00e7a de Chagas no pa\u00eds, os planos e atividades da Rede, que no ano passado conseguiram se desenvolver e quais aspectos n\u00e3o avan\u00e7aram t\u00e3o quanto a gente gostaria de ter visto. \u201d Falou, tamb\u00e9m, sobre o financiamento dos 11 Programas Translacionais, esclarecendo que a maioria dos Programas tem andado e que ap\u00f3s o primeiro semestre, precisaria reunir o grupo de pesquisas dessas \u00e1reas para planejar as a\u00e7\u00f5es integradas. Colocou a import\u00e2ncia do grupo se debru\u00e7ar nas prioridades mais importantes onde se contemplasse recursos imediatos, verificando as \u00e1reas de maior possibilidade em alavancar com outras fontes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A metodologia do encontro contou com a forma\u00e7\u00e3o de mesas consideradas relevantes para discuss\u00e3o dos seguintes temas: A situa\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a de Chagas; Estado da arte da pesquisa cl\u00ednica em Chagas; Biomarcadores e vacinas: perspectivas e limita\u00e7\u00f5es; Novas perspectivas da parceria p\u00fablico-privada; Controle de vetores e parasitos; Discuss\u00e3o sobre a inser\u00e7\u00e3o do Fio-Chagas nas pol\u00edticas do SUS; Aten\u00e7\u00e3o integral ao paciente com doen\u00e7a de Chagas e qualidade de vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s as apresenta\u00e7\u00f5es e debates das mesas procedeu-se com a formula\u00e7\u00e3o de propostas de intera\u00e7\u00e3o Inter redes e proposi\u00e7\u00e3o de novos projetos, terminando o XIII Encontro Anual do Fio-Chagas com a assembleia geral e a cerim\u00f4nia de encerramento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Abaixo, as discuss\u00f5es das mesas realizadas e o&nbsp;<a href=\"http:\/\/ppt.vppcb.fiocruz.br\/pluginfile.php\/77\/mod_forum\/post\/24\/PROGRAMA%20XIII%20ENCONTRO%20DO%20FIO-CHAGAS.pdf\">programa<\/a>&nbsp;do XIII Encontro Anual do Fio-Chagas<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mesa 1: A situa\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a de Chagas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dr. Jo\u00e3o Carlos Pinto Dias do CPqRR \u2013 Fiocruz\/ Minas Gerais mediador da mesa 1 abriu a discuss\u00e3o agradecendo o convite. Falou sobre a situa\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a de Chagas e o seu ponto de vista, listando os temas sugeridos para discuss\u00e3o, entre eles: a situa\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a de Chagas no Brasil e na Am\u00e9rica do Sul e suas particularidades.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dr. Jos\u00e9 Rodrigues Coura do IOC \u2013 Fiocruz\/RJ afirmou ser muito dif\u00edcil erradicar a doen\u00e7a de Chagas no pa\u00eds e informou que a doen\u00e7a est\u00e1 no mundo, sendo uma doen\u00e7a mundial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dra. Ana Maria Jansen do IOC Fiocruz\/RJ exp\u00f4s as principais descobertas feitas na institui\u00e7\u00e3o dizendo: \u201co novo quebra cabe\u00e7a que se configura na epidemiologia da doen\u00e7a de Chagas, deve ser resolvido, principalmente, com o apoio desta casa, integralmente em colabora\u00e7\u00e3o entre todas as inst\u00e2ncias da federa\u00e7\u00e3o. Isso, \u00e9 um trabalho multidisciplinar, de colabora\u00e7\u00e3o e de parceria. Defino isso como translacional. \u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"yui_3_17_2_2_1633029552744_131\">Dr. Oscar Noya da Universidade Central da Venezuela trouxe sua vis\u00e3o demogr\u00e1fica, epidemiol\u00f3gica e ecol\u00f3gica da doen\u00e7a afirmando: \u201cpenso que neste momento n\u00f3s estamos sendo testemunhas de uma grande mudan\u00e7a na epidemiologia da doen\u00e7a de Chagas. Essas grandes mudan\u00e7as s\u00e3o principalmente por causa demogr\u00e1fica\u201d. Mencionou que a Venezuela teve o maior programa de controle de doen\u00e7a de Chagas por notifica\u00e7\u00f5es no mundo sendo a \u00e1rea rural da Venezuela muito beneficiada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dr. Renato Vieira Alves \u2013 Coordenador de Vigil\u00e2ncia das doen\u00e7as transmitidas por vetores antropozoonoses \u2013 COEV \u2013 Minist\u00e9rio da Sa\u00fade afirmou que esses espa\u00e7os de discuss\u00e3o s\u00e3o fundamentais para compartilhar informa\u00e7\u00f5es e as diversas posi\u00e7\u00f5es a respeito dos temas apresentados, balizando muitas das condutas tomadas no Minist\u00e9rio. O mesmo acredita n\u00e3o haver muita mudan\u00e7a no cen\u00e1rio, sendo necessidade prim\u00e1ria uma vigil\u00e2ncia bem organizada e sens\u00edvel suficiente de informa\u00e7\u00f5es com vistas a obten\u00e7\u00e3o de um diagn\u00f3stico correto da situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mesa 2: Estado da arte da pesquisa cl\u00ednica em Chagas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dr. Pedro Brasil \u2013 INI\/Fiocruz\/RJ mediador da mesa 2 abriu sua fala indagando aos demais colegas qual seria a fronteira atual para aperfei\u00e7oar ou melhorar o acesso e qual seria a experi\u00eancia obtida de cada um em rela\u00e7\u00e3o ao diagn\u00f3stico da doen\u00e7a de Chagas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dra. Beth\u00e2nia Blum do DNDi &#8211; afirmou que o grande desafio seria encontrar um desfecho, num per\u00edodo de uma pesquisa, que fosse realmente preditivo de melhoria cl\u00ednica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dr. Juan Cubides representando M\u00e9dico sem Fronteiras afirmou que o MSF n\u00e3o \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o de pesquisa, mas sim de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de sa\u00fade. Para Chagas a institui\u00e7\u00e3o trabalha h\u00e1 17 anos, em 4 linhas de investiga\u00e7\u00e3o. Na parte de diagn\u00f3stico fizeram parceria com o Instituto Pasteur e com a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade num estudo onde se avaliou a sensibilidade, especificidade e reprodu\u00e7\u00e3o de 11 testes de diagn\u00f3stico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dr. Roberto Saraiva do INI\/Fiocruz\/RJ afirmou ter feito um trabalho junto com o MSF referente a diagn\u00f3stico dizendo ser muito importante para pesquisa cl\u00ednica o conhecimento sobre a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dr. Pedro Brasil encerrou a mesa apresentando o estado da arte da doen\u00e7a de Chagas atualmente, onde n\u00e3o h\u00e1 maturidade suficiente para se chegar no tipo de amadurecimento da discuss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mesa 3: Biomarcadores e vacinas: perspectivas e limita\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dr. Otac\u00edlio Moreira \u2013 IOC\/Fiocruz\/RJ mediador da mesa 3 solicitou aos participantes da mesa a discuss\u00e3o de t\u00f3picos relacionados a avan\u00e7os diagn\u00f3sticos, situa\u00e7\u00f5es de diagn\u00f3sticos sorol\u00f3gicos, kits comerciais, aplica\u00e7\u00f5es e avan\u00e7os de diagn\u00f3stico molecular, carga parasit\u00e1ria, avan\u00e7os em vacinas, avan\u00e7os em biomarcadores e os primeiros resultados que est\u00e3o obtendo de carga parasit\u00e1ria em pacientes cr\u00f4nicos em diferentes localidades.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dr. Igor de Almeida da University of Texas (El Paso, EUA) agradeceu a coordena\u00e7\u00e3o do Programa Fio-Chagas pelo convite afirmando que a universidade tem dado contribui\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o aos biomarcadores nos \u00faltimos anos. Esclareceu a discuss\u00e3o da mesa 2 que n\u00e3o havia falta de ant\u00edgenos bons para diagn\u00f3stico para Chagas, vendo como real problema a falta de uso destes ant\u00edgenos na cl\u00ednica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dra. Joseli Lannes \u2013 IOC\/Fiocruz\/RJ colocou que o grande problema seria o trabalho com um cen\u00e1rio de pesquisas de 20 anos atr\u00e1s e que hoje o cen\u00e1rio \u00e9 o outro. Atualmente n\u00e3o se considera a diversidade de cepas, nem a diversidade geogr\u00e1fica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com rela\u00e7\u00e3o aos biomarcadores, a mesma afirma ser necess\u00e1rio foco nos desfechos para a doen\u00e7a card\u00edaca. J\u00e1 a vacina, acredita que o grande problema seja o excesso de conhecimento na \u00e1rea.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dr. Otac\u00edlio Moreira esclareceu as quest\u00f5es levantadas e afirmou a necessidade de padroniza\u00e7\u00e3o da PCR para a populariza\u00e7\u00e3o ainda maior da t\u00e9cnica e concordou com a dificuldade da mesma. Seria preciso uma mudan\u00e7a em Biomanguinhos, a fim de produzir um Kit molecular para PCR quantitativo de f\u00e1cil utiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"yui_3_17_2_2_1633029552744_132\"><strong>Mesa 4: Novas perspectivas de parceria p\u00fablico-privada<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dr. Wim Degrave \u2013 Coordenador dos Programas de Pesquisa Translacionais da VPPLR da Fiocruz\/RJ abriu a discuss\u00e3o passando para as considera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dr. Jorge Costa \u2013 Assessor da VPPIS\/Fiocruz\/RJ exp\u00f4s que hoje o Brasil possui um parque farmac\u00eautico bastante consolidado, mas que carece da produ\u00e7\u00e3o de insumos farmac\u00eauticos ativos. Disse ainda que o Brasil produz cerca de 15% dos f\u00e1rmacos que s\u00e3o utilizados nos medicamentos que circulam no pa\u00eds. Atrav\u00e9s desse quadro, Farmanguinhos come\u00e7ou em 2006, aproximadamente, a desenvolver e produzir medicamentos. A partir dessa iniciativa o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade aprimorou e criou as parcerias para o desenvolvimento produtivo. Frisou a import\u00e2ncia dessas parcerias, permitindo que os laborat\u00f3rios oficiais incorporassem tecnologias que eles s\u00e3o capazes de desenvolver, mas que provavelmente se levaria muito tempo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dra. Renata Curi da CDTS\/Fiocruz\/RJ esclareceu seu papel na CDTS de trabalhar especialmente com parcerias. Afirmou que procura fazer uma aproxima\u00e7\u00e3o com outros entes p\u00fablicos, entes privados, organiza\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais com ou sem fins lucrativos no sentido de alavancar inova\u00e7\u00e3o, o desenvolvimento de produtos e servi\u00e7os que atendam da melhor forma a determinada demanda, especialmente do SUS, mas n\u00e3o restrito ao SUS. Afirmou entender que esse \u00e9 o momento da Fiocruz de enfrentar a necessidade de criar uma pol\u00edtica, detalhando quais os crit\u00e9rios para se estabelecer parcerias com uma empresa privada e que tipo de inova\u00e7\u00e3o se pretende e quais s\u00e3o os processos e etapas, al\u00e9m da regulamenta\u00e7\u00e3o desse assunto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dr. Wim Degrave exp\u00f4s que a Fiocruz precisa fazer um debate aberto com todos os partidos envolvidos, sobre o que se quer de inova\u00e7\u00e3o, onde se quer chegar e quais os modelos. \u201cPor causa de ideologias perdemos muito mais chance e tempo e possibilidades de desenvolver coisas interessantes para pacientes.\u201d Afirmou que a iniciativa privada tem objetivos e estruturas diferentes dos entes p\u00fablicos. \u201c\u00c9 importante a gente criar um fluxo recomendado de opera\u00e7\u00e3o para esse tipo de coisa\u201d finalizou o Coordenador dos Programas de Pesquisa Translacionais \u2013 Dr. Wim Degrave.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mesa 5: Controle de vetores e parasitos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dr. Marcos Andr\u00e9 Vannier da CPqGM\/ Fiocruz\/Salvador mediador da mesa 5 abriu a discuss\u00e3o passando a palavra para os participantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dra. Maria de Nazar\u00e9 Soeiro- IOC\/Fiocruz\/RJ apresentou alguns pontos relacionados \u00e0s discuss\u00f5es entre a rela\u00e7\u00e3o p\u00fablico-privada e a quest\u00e3o do atendimento ao paciente. Falou sobre os recentes avan\u00e7os que tiveram a cerca do conhecimento, gerados para os ensaios cl\u00ednicos. \u201cOs ensaios cl\u00ednicos trouxeram uma reflex\u00e3o para reavaliar o que se tem hoje de modelos experimentais. \u201d Tamb\u00e9m, afirmou que os estudos cl\u00ednicos n\u00e3o s\u00f3 favoreceram a discuss\u00e3o e a revalida\u00e7\u00e3o das novas metodologias, mas tamb\u00e9m causaram questionamento do pr\u00f3prio uso da droga de refer\u00eancia, de que forma ela poderia ser administrada, permitindo uma maior ades\u00e3o dos portadores na medida em que houvesse uma menor reatividade de efeitos t\u00f3xicos ou at\u00e9 mesmo efeitos colaterais. Finalizou dizendo ser fundamental o apoio institucional para inclus\u00e3o de sistema de gest\u00e3o da qualidade que garantisse rastreabilidade, n\u00e3o bastando somente a identifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dr. Luiz Sangenis do INI\/Fiocruz\/RJ colocou que transmiss\u00e3o vetorial ainda existe no Brasil, embora tenha diminu\u00eddo bastante. Afirmou que o grande problema estaria na vigil\u00e2ncia dos munic\u00edpios, totalmente a parte do que est\u00e1 acontecendo em termos epidemiol\u00f3gicos. Atualmente a demanda epidemiol\u00f3gica nos munic\u00edpios est\u00e1 voltada para Aedes aegypti.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dra. Lil\u00e9ia Diotaiuti do CPqRR\/Fiocruz\/MG afirmou valer a pena rever o hist\u00f3rico do controle de vetores, principalmente a partir do processo da descentraliza\u00e7\u00e3o do sistema de sa\u00fade. \u201cSeria preciso fazer uma reflex\u00e3o profunda para o SUS funcionar, n\u00e3o existindo informa\u00e7\u00e3o, a epidemiologia ficaria comprometida\u201d finalizou Dra. Lil\u00e9ia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mesa 6: Aten\u00e7\u00e3o integral ao paciente com doen\u00e7as de Chagas e qualidade de vida<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dra. Cristina Carrazone &#8211; PROCAPE\/Universidade de Pernambuco abriu a discuss\u00e3o afirmando que a riqueza da mesa estaria nos v\u00e1rios olhares sobre o mesmo contexto e que seria preciso ouvir do paciente o que ele entende que melhoraria a qualidade de vida dele. Dentro desse contexto passou a palavra para os demais participantes da mesa para que opinassem a respeito da aten\u00e7\u00e3o integral, qualidade de vida e o impacto no paciente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dra. Ana Maria de Arruda Camargo \u2013 Representante da Findechagas falou sobre algumas palavras chaves: integralidade, qualidade de vida, doen\u00e7a e o sujeito. Destacou o sujeito que interfere na avalia\u00e7\u00e3o mais objetiva e qualitativa afirmando que o sujeito busca um atendimento competente, respeitoso, com qualidade e acolhimento. Finalizou sua fala apresentando tr\u00eas recortes da doen\u00e7a de Chagas, sendo eles: a quest\u00e3o s\u00f3cia econ\u00f4mica, g\u00eanero e idade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Marcelo de Oliveira Mendes representante do Rio Chagas falou sobre sua experi\u00eancia esclarecendo que realiza um trabalho de artes com os pacientes portadores de doen\u00e7as de Chagas. Afirmou que com esse trabalho, acaba aprendendo mais com eles do que ensinando. \u201cEles me ensinam a vida e eu ensino a arte\u201d, finalizou Marcelo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dra. Andrea Silvestre do INI\/Fiocruz\/RJ falou sobre o trabalho que \u00e9 realizado do INI\/Fiocruz\/RJ e as experi\u00eancias com os pacientes com doen\u00e7as de Chagas, explicando que \u00e9 necess\u00e1rio pensar em promover qualidade de vida do paciente. Terminou sua apresenta\u00e7\u00e3o fazendo um di\u00e1logo entre a assist\u00eancia e a pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dr. Mauro Mediano do INI\/Fiocruz\/RJ colocou a abordagem desafiadora do tema pelo fato de se colocar o paciente em foco, atrav\u00e9s da discuss\u00e3o da qualidade de vida do paciente, o seu contexto social e a aten\u00e7\u00e3o integral. Acrescentou que \u201cn\u00e3o adianta apenas a gente dar anos de vida para esses pacientes. Temos que dar vida a esses anos que esses indiv\u00edduos est\u00e3o ganhando. \u201d Finalizou esclarecendo \u201caten\u00e7\u00e3o integral \u00e9 muito mais do que voc\u00ea simplesmente ofertar diagn\u00f3stico e tratamento para todos esses indiv\u00edduos. Aten\u00e7\u00e3o integral \u00e9 voc\u00ea entender esse indiv\u00edduo que tem uma doen\u00e7a, entender ele como um todo, entender ele dentro de um contexto. \u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nancy Domingas e Oswaldo Silva, pacientes portadores da doen\u00e7a de Chagas, falaram da doen\u00e7a e a expectativa que eles t\u00eam em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vida. \u201cCada um tem a maneira de sofrer a doen\u00e7a. Tive coragem de seguir a minha vida\u201d, finalizou Nancy Domingas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dra. T\u00e2nia Araujo do IOC\/Fiocruz\/RJ encerrou a mesa colocando que a esperan\u00e7a deste processo est\u00e1 na educa\u00e7\u00e3o. \u201cO componente da educa\u00e7\u00e3o \u00e9 um componente que tem condi\u00e7\u00f5es de revolucionar esse processo. A atitude de escuta \u00e9 fundamental. Mais do que ouvir \u00e9 preciso escutar com um terceiro ouvido, escutar tamb\u00e9m o subjacente a fala\u201d concluiu Dra. T\u00e2nia Araujo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O XIII Encontro Anual do Programa de Pesquisa Translacional de Doen\u00e7a de Chagas \u2013 Fio-Chagas (Pidc) aconteceu entre os dias [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":147,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-145","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ppt.fiocruz.br\/fiochagas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/145","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ppt.fiocruz.br\/fiochagas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ppt.fiocruz.br\/fiochagas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ppt.fiocruz.br\/fiochagas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ppt.fiocruz.br\/fiochagas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=145"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/ppt.fiocruz.br\/fiochagas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/145\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ppt.fiocruz.br\/fiochagas\/wp-json\/wp\/v2\/media\/147"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ppt.fiocruz.br\/fiochagas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=145"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ppt.fiocruz.br\/fiochagas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=145"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ppt.fiocruz.br\/fiochagas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=145"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}