{"id":32,"date":"2021-09-27T15:45:41","date_gmt":"2021-09-27T18:45:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ppt.fiocruz.br\/fiochagas\/?p=32"},"modified":"2021-09-27T15:45:41","modified_gmt":"2021-09-27T18:45:41","slug":"historico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ppt.fiocruz.br\/fiochagas\/historico\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3rico"},"content":{"rendered":"\n<p>Fonte: Portal de Chagas<\/p>\n\n\n\n<p>A tripanossom\u00edase americana, posteriormente denominada doen\u00e7a de Chagas em homenagem ao seu descobridor o pesquisador brasileiro Carlos Chagas, \u00e9 uma importante doen\u00e7a parasit\u00e1ria resultante da infec\u00e7\u00e3o pelo protozo\u00e1rio parasito hemoflagelado&nbsp;<em>Trypanosoma cruzi<\/em>, tendo insetos triatom\u00edneos como vetores. As formas mais importantes de transmiss\u00e3o da doen\u00e7a de Chagas ainda s\u00e3o as vetoriais (seja via les\u00e3o resultante da picada, seja por mucosa ocular ou oral), contudo apresentam tamb\u00e9m import\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica a transmiss\u00e3o transfusional e cong\u00eanita.<\/p>\n\n\n\n<p>Na d\u00e9cada de 80 do s\u00e9culo XX, diversos autores estimavam que a doen\u00e7a atingia cerca de 18-20 milh\u00f5es de indiv\u00edduos nas \u00e1reas end\u00eamicas da Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n\n\n\n<p>Dados recentes da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.who.int\/tdr\/diseases\/chagas\/swg_chagas.pdf\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.who.int\/tdr\/diseases\/chagas\/swg_chagas.pdf\">Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade<\/a>&nbsp;, divulgados ap\u00f3s encontro de especialistas na Argentina em 2005, indicam a exist\u00eancia de 16-18 milh\u00f5es de infectados pelo T. cruzi, contudo em recente publica\u00e7\u00e3o Dias&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/pdf\/csp\/v23s1\/03.pdf\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.scielo.br\/pdf\/csp\/v23s1\/03.pdf\">Scielo<\/a>&nbsp;estima este n\u00famero em 12-14 milh\u00f5es de indiv\u00edduos na Am\u00e9rica Latina, sendo ainda encontrados indiv\u00edduos contaminados em pa\u00edses da Europa e Am\u00e9rica do Norte, na maioria das vezes resultante da migra\u00e7\u00e3o de indiv\u00edduos infectados em busca de melhores condi\u00e7\u00f5es de vida. Estes dados mostram a inexist\u00eancia de inqu\u00e9rito epidemiol\u00f3gico recente e indicam, como apontado pela&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.who.int\/tdr\/diseases\/chagas\/swg_chagas.pdf\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.who.int\/tdr\/diseases\/chagas\/swg_chagas.pdf\">OMS<\/a>, a necessidade ainda atual de conhecimento da preval\u00eancia e incid\u00eancia da doen\u00e7a. De qualquer modo, os n\u00fameros indicam a import\u00e2ncia social da doen\u00e7a de Chagas100 anos ap\u00f3s sua descoberta.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, \u00e9 compuls\u00f3ria a notifica\u00e7\u00e3o de casos agudos da doen\u00e7a de Chagas, segundo a&nbsp;<a href=\"https:\/\/bvsms.saude.gov.br\/bvs\/saudelegis\/svs\/2006\/prt0005_21_02_2006.html\">Portaria 5&nbsp;<\/a>de 21 de fevereiro de 2006 da Secretaria de Vigil\u00e2ncia em Sa\u00fade do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>Devido aos recentes surtos de infec\u00e7\u00e3o aguda pelo\u00a0<em>T. cruzi<\/em>, principalmente infec\u00e7\u00e3o por via oral, ap\u00f3s reuni\u00e3o de especialistas e cientistas em 2005 a Secretaria de Vigil\u00e2ncia em Sa\u00fade do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade lan\u00e7ou o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/saude\/pt-br\/centrais-de-conteudo\/publicacoes\/svsa\/doenca-de-chagas\/ii-consenso-brasileiro-em-doenca-de-chagas-2015.pdf\">Consenso Brasileiro em Doen\u00e7a de Chagas<\/a>. Informa\u00e7\u00f5es oficiais do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade do Brasil sobre diversos aspectos da doen\u00e7a de Chagas podem ser obtidas no\u00a0<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/saude\/pt-br\">Portal da Sa\u00fade<\/a>\u00a0do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda que iniciativas da OMS e de governos da Am\u00e9rica Latina tenham levado ao controle da transmiss\u00e3o vetorial da doen\u00e7a em diversas \u00e1reas end\u00eamicas pelo seu principal vetor, o Triatoma infestans, a inexist\u00eancia de vacina e de tratamento eficaz, principalmente para os pacientes com a forma cr\u00f4nica da doen\u00e7a, s\u00e3o ainda desafios a serem enfrentados. Um dos desafios atuais no tratamento de pacientes infectados pelo&nbsp;<em>T. cruzi<\/em>&nbsp;\u00e9 a identifica\u00e7\u00e3o de marcadores cl\u00ednicos e laboratoriais indicadores de risco ou progn\u00f3stico para o desenvolvimento de arritmias, falha card\u00edaca e morte para um indiv\u00edduo chag\u00e1sico.<\/p>\n\n\n\n<p>O diagn\u00f3stico da infec\u00e7\u00e3o aguda, cr\u00f4nica ou cong\u00eanita emprega m\u00e9todos parasitol\u00f3gicos, sorol\u00f3gicos e moleculares. Ap\u00f3s a infec\u00e7\u00e3o, a maioria dos indiv\u00edduos apresenta fase aguda assintom\u00e1tica. Anos, ou mesmo d\u00e9cadas, ap\u00f3s a fase aguda da infec\u00e7\u00e3o ~40% dos pacientes desenvolvem formas sintom\u00e1ticas da fase cr\u00f4nica da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>A patologia \u00e9 principalmente caracterizada pela forma card\u00edaca, com cardiomiopatia dilatada associada com miocardite, fibrose e disfun\u00e7\u00e3o card\u00edaca. Cerca de 10% dos indiv\u00edduos infectados desenvolvem a forma gastro-intestinal que pode resultar em mega-c\u00f3lon e\/ou mega-es\u00f4fago, que s\u00e3o frequentemente associadas \u00e0 forma card\u00edaca, constituindo a forma cr\u00f4nica mista.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste livro revisitamos a hist\u00f3ria da descoberta e dos principais achados que a ela se seguiram com rela\u00e7\u00e3o ao parasito, vetor, a doen\u00e7a e seu diagn\u00f3stico e tratamento, assim como pontos relevantes na pesquisa cient\u00edfica. Trazemos reflex\u00e3o sobre conceitos sa\u00fade\/doen\u00e7a e ferramentas educativas, visando popula\u00e7\u00e3o em condi\u00e7\u00e3o de risco de infec\u00e7\u00e3o. Usamos linguagem cient\u00edfica, mas acess\u00edvel a estudantes e n\u00e3o acad\u00eamicos interessados no tema.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte: Portal de Chagas A tripanossom\u00edase americana, posteriormente denominada doen\u00e7a de Chagas em homenagem ao seu descobridor o pesquisador brasileiro [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11],"tags":[],"class_list":["post-32","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-fio-chagas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ppt.fiocruz.br\/fiochagas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ppt.fiocruz.br\/fiochagas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ppt.fiocruz.br\/fiochagas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ppt.fiocruz.br\/fiochagas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ppt.fiocruz.br\/fiochagas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/ppt.fiocruz.br\/fiochagas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ppt.fiocruz.br\/fiochagas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ppt.fiocruz.br\/fiochagas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ppt.fiocruz.br\/fiochagas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}